segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Dia dos Santos Arcanjos

Bendizei ao Senhor, 
mensageiros de Deus, 
heróis poderosos que cumpris 
suas ordens sempre atentos à sua palavra.
                                          (Sl 102, 20)

Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.

Papa Francisco: um povo que não cuida dos avós e não os trata bem é um povo sem futuro

Cidade do Vaticano - A Praça São Pedro viveu neste domingo uma manhã de festa, com mais de cinquenta mil pessoas que participaram do encontro do Papa com os anciãos e avós provenientes do mundo inteiro. Convidado pelo Papa Francisco, encontrava-se presente também Bento XVI, que participou do primeiro momento do encontro, retirando-se antes do início da santa missa, que constituiu a segunda parte.






De fato uma grande festa, animada, entre outros, pelas músicas apresentadas pelos cantores Andrea Bocelli e Claudio Baglioni, e marcada pelo testemunho de alguns dos presentes, em particular, o de Mubarak, refugiado do Curdistão iraquiano, acompanhado de sua mulher Aneesa, casados há 51 anos, com dez filhos e doze netos. Mubarak recordou os sofrimentos de seu povo.

"Agradeço a vocês por terem vindo tão numerosos", disse o Papa no início de seu discurso aos presentes, agradecendo também a Bento XVI por sua presença. "Várias vezes disse que gostava muito do fato de ele morar no Vaticano, porque é como ter um avô sábio em casa", frisou.

Em seguida, referindo aos testemunhos, quis destacar um deles, a dos irmãos vindos de Qaraqosh, Iraque, fugidos de uma violenta perseguição.

"É belo que vocês estejam aqui hoje: é um dom para a Igreja. Oferecemos-lhes nossa proximidade, nossa oração e ajuda concreta. A violência sobre os anciãos é desumana, como a violência sobre as crianças. Mas Deus não os abandona, está com vocês!", disse Francisco.

"Estes irmãos testemunham-nos que também nas provações mais difíceis, os anciãos que têm fé são como árvores que continuam a dar fruto. E isso vale também nas situações mais ordinárias, onde, porém, pode haver outras tentações, e outras formas de discriminação."

Francisco afirmou que a velhice, em particular, é um tempo de graça, no qual o Senhor nos renova seu chamado: chama-nos a custodiar e transmitir a fé, chama-nos a rezar, especialmente a interceder; chama-nos a estar próximo de quem precisa.

Em seguida, o Santo Padre afirmou que foi confiada uma grande tarefa aos avós que receberam a bênção de ver os filhos dos filhos:

"Transmitir a experiência da vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo; partilhar com simplicidade uma sabedoria, e a própria fé: a herança mais preciosa! Bem-aventuradas aquelas famílias que têm um avô próximo! O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes."

Mas nem sempre o ancião, o avô, a avó, tem uma família que pode acolhê-lo, observou o Pontífice. "E então, são bem-vindas as casas para os anciãos... desde que sejam verdadeiramente casas, e não prisões! E sejam para os anciãos, e não para os interesses de outro alguém! Não devem existir institutos onde anciãos vivem esquecidos, como que escondidos, descuidados", exortou.

Francisco disse sentir-se próximo dos muitos anciãos que vivem nestes Institutos, e pensar com gratidão naquelas pessoas que vão visitá-los e cuidam deles. "As casas para anciãos deveriam ser 'pulmões' de humanidade num país, num bairro, numa paróquia; deveriam ser 'santuários' de humanidade onde quem é ancião e frágil recebe cuidados e proteção como um irmão ou uma irmã maior", disse.

O Papa chamou a atenção também para a realidade do abandono de anciãos:

"Quantas vezes descartam-se os anciãos com atitudes de abandono que são uma verdadeira eutanásia escondida! É o efeito daquela cultura do descarte que faz muito mal ao nosso mundo. Descartam-se as crianças, descartam-se os jovens, porque não têm trabalho, e se descartam os anciãos com a pretensão de manter um sistema econômico "equilibrado", no centro do qual não está a pessoa humana, mas o dinheiro. Somos todos chamados a contrastar esta venenosa cultura do descarte!", exortou.

Dito isso, o Papa afirmou que "nós cristãos, junto a todos os homens de boa vontade, somos chamados a construir com paciência uma sociedade diferente, mais acolhedora, mais humana, mais inclusiva, que não precisa de descartar quem é frágil no corpo e na mente, pelo contrário, uma sociedade que mede seus 'passos' justamente nessas pessoas".

O Papa concluiu seu discurso aos idosos com uma exortação: "Como cristãos e como cidadãos, somos chamados a imaginar, com fantasia e sabedoria, os caminhos para enfrentar esse desafio". E fez, em seguida, uma advertência.

"Um povo que não protege os avós e não os trata bem é um povo que não tem futuro! Por que não tem futuro? Porque perde a memória, e deixa suas raízes. Mas atenção: vocês têm a responsabilidade de manter vivas essas raízes em vocês mesmos! Com a oração, a leitura do Evangelho, as obras de misericórdia. Assim permanecemos como árvores vivas, que mesmo na velhice não deixam de dar fruto. Uma das coisas mais bonitas da vida de família, de nossa vida humana de família, é acariciar uma criança e deixar-se acariciar por um avô e uma avó."

Após o discurso do Papa teve início a segunda parte do encontro com os avós, a santa missa presidida por Francisco e concelebrada por numerosos sacerdotes anciãos. O Pontífice, comentando na homilia o Evangelho do encontro entre Maria e a anciã prima Isabel, ressaltou que não há futuro "sem esse encontro entre as gerações, sem que os filhos recebam com reconhecimento o bastão da vida das mãos dos pais".

Por vezes há gerações de jovens que, por complexas razões históricas e culturais, vivem de modo mais forte a necessidade de tornar-se autônomos dos pais, quase 'libertar-se' do legado da geração precedente. "É como um momento de adolescência rebelde. Mas se depois o encontro não é recuperado, se não se reencontra um equilíbrio novo, fecundo entre as gerações, o que deriva disso é um grave empobrecimento para o povo, e a liberdade que predomina na sociedade é uma liberdade falsa, que quase sempre se transforma em autoritarismo."

"Maria – ressaltou – soube ouvir aqueles pais anciãos e cheia de admiração fez tesouro da sabedoria deles, e isso foi precioso para ela, em seu caminho de mulher, de esposa, de mãe:

"Assim, a Virgem Maria nos mostra o caminho: o caminho do encontro entre os jovens e os anciãos. O futuro de um povo supõe necessariamente este encontro: os jovens dão a força para fazer caminhar o povo e os anciãos robustecem essa força com a memória e a sabedoria popular."

Ao término da missa o Papa conduziu a oração mariana do Angelus recordando a Beatificação, este sábado, de Dom Álvaro del Portillo, sacerdote, bispo e primeiro sucessor do fundador do Opus Dei, São José Maria Escrivá de Balaguer:

"Seu exemplar testemunho cristão e sacerdotal – disse – possa suscitar em muitos o desejo de aderir sempre mais a Jesus e ao Evangelho."

Em seguida, recordou que no próximo domingo terá início o Sínodo dedicado à família, convidando "todos, indivíduos e comunidades, a rezarem por este importante evento" que confia a Maria Salus Popoli Romani (Maria Proteção do Povo Romano). Por fim, invocou "a proteção de Nossa Senhora para os anciãos do mundo inteiro, de modo particular por aqueles que vivem em situações de maior dificuldade". (RL)



 Rádio Vaticano

Alunos do Colégio Madre Bárbara vencem Concurso da Univates

A emoção tomou conta dos alunos e professores do Colégio Madre Bárbara nessa noite de sexta-feira (26). O I Concurso Regional de Vídeo-Oratória e I Festival Regional de Cinema e Literatura da Univates premiou o CMB nas duas modalidades. Pelo júri técnico e popular com o tema “O poder da Leitura”, a vencedora do Vídeo-Oratória, representando alunos dos 1ºs anos do Ensino Médio, foi a aluna do 1º ano do Ensino Médio, Ana Letícia Marques.
O júri técnico e popular do Festival de Cinema também elegeu como melhor curta, na categoria dos 2ºs anos, “O Homem Trocado”, de Luis Fernando Veríssimo, elaborado pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio. O mesmo grupo também foi premiado como melhor roteiro, escolhido por professores da instituição antes do evento.
A Coordenadora do I Festival Regional de Cinema e Literatura, professora da Univates, Rosiene Haetinger, garante que os vídeos superaram as expectativas. “Gostei muito da qualidade dos vídeos e da adaptação de cada um, eles não só colocaram a crônica, mas criaram muito em cima, o que foi interessante.” A professora conta que percebeu a inovação no recurso técnico quando utilizaram a câmera de diversas maneiras e alguns não utilizaram falas, apenas trilhas sonoras.

A professora que deu início ao Festival de Cinema do CMB, Grasiela Bublitz, é coordenadora do I Concurso Regional de Vídeo-Oratória e afirma que suas raízes vieram da escola, o que a incentivou a dar sequência nos projetos. “Fiquei muito feliz com a participação das escolas que levaram professores e alunos. A cada ano queremos expandir e semear para aumentar cada vez mais o Festival.” Segundo a professora, a universidade deseja auxiliar as escolas, os ensinando a mexer com tecnologia e apresentar os vídeos com clareza.”

CMB orgulhoso

Vitorioso nas duas modalidades, o Colégio Madre Bárbara esteve representado pelos alunos e professoras coordenadoras do Projeto Judite Schmatze Ingrid Feldens, além da diretora Maria Elena Jacques. Para a coordenadora do Festival de Vídeo-Oratória do Madre Bárbara, é satisfatório levar o nome da escola para outras instituições.
Judite salienta que a ganhadora do júri técnico e popular não havia sido premiada nas modalidades do CMB, mas após a escolha foi incentivada a regravar e melhorar. “Ela estava com simulados e preparação de trabalhos, mas mesmo assim quis melhorar e foi um aprendizado para ela. Como professora, sinto orgulho de meus alunos, que buscam aprender e melhorar a cada dia.”

No decorrer dos vídeos, as lágrimas escorriam do rosto da coordenadora do Festival de Cinema do CMB, Ingrid, que afirma que entre idealizar e concretizar os vídeos houve muito trabalho. “Escolhemos o texto, adaptamos, selecionamos as trilhas, analisamos e corrigimos. Mas assistir no I Festival de Cinema Regional da Univates foi no mínimo diferente, pois estava como espectadora, sem poder esquecer que fui coordenadora da atividade.”

A professora conta que se sentiu tensa durante a veiculação dos vídeos, mesmo com a convicção do excelente trabalho realizado. “Estava confiante, mas nervosa, e o resultado foi a certeza de que estamos no caminho certo.” Emocionada, Ingrid agradece os alunos e os parabeniza. “Eles merecem todos os louvores."

Saiba Mais:

Colégio Madre Bárbara Maix
Lajeado - RS
Site: www.madrebarbara.com.br

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Alunas abordam Pedofilia no PesquisAção

Um grupo de alunas do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Madre Bárbara abordou o tema “Pedofilia Familiar” dentro do Projeto PesquisAção 2014. O objetivo da pesquisa foi, além de estudar sobre o assunto, orientar a comunidade sobre a importância do assunto, muitas vezes omitido pelas mídias.

De acordo com uma das componentes do grupo, Laura Rempel de 14 anos, o tema chamou atenção por pesquisarem o aumento abusivo da pedofilia nas estatísticas. “O assunto é pouco falado, até mesmo para proteger a vítima.” A aluna conta que pesquisaram sobre o transtorno do agressor que leva à pedofilia. “Descobrimos que esse agressor pode ser um maníaco ou pode ter esse transtorno, que é uma doença.”

A pesquisa exige além de aprimorar o espírito de investigação, explorar a leitura, a elaboração de textos e o desenvolvimento da pesquisa, é preciso transformar o estudo em uma ação concreta, e as alunas desenvolveram a atividade nas ruas de Lajeado. De acordo com Manoela de Borba (14) a partir de um vídeo que assistiram pela internet, onde um homem se vestia de “algodão doce” para agradar as crianças, foi percebido a falta de informação dos pais sobre o assunto. “Como nosso foco foi a pedofilia dentro de casa, na família, decidimos conscientizar os pais primeiro e depois as crianças.”

As alunas entregaram chocolates aos pais com um panfleto onde informava o endereço do blog em que relatam a atividade realizada e o telefone para denúncias. 

  


Saiba Mais:

Colégio Madre Bárbara 
Lajeado - RS

Entende-se Cristo carregando a cruz como o Cireneu – o Papa na Missa na Casa Santa Marta

“Ser cristão é ser Cireneu e quem tem fé, identifica-se com Ele. Pertence a Jesus quem leva com Ele o peso da Cruz” - reflexão feita pelo Papa na homilia da manhã desta sexta-feira, 26, baseada no Evangelho de Lucas, em que Cristo pergunta aos discípulos quem as multidões pensam que Ele é, e recebe as respostas mais diversas.

“Este episódio – observou o Papa – demonstra que Jesus queria que a sua identidade fosse protegida. Em certas ocasiões, quando alguém se aproximava para comunicá-la, Ele o detinha, assim como impediu várias vezes também ao demónio de revelar a sua natureza de Filho de Deus, que veio para salvar o mundo. Fazia isto para que – explicou o Papa – as pessoas não se enganassem e pensassem que Messias fosse um líder vindo para expulsar os romanos. Só quando estava sozinho com os doze Apóstolos, Jesus começou a fazer a catequese sobre a sua verdadeira identidade”.

“É necessário que O Filho do Homem sofra muito, seja rejeitado pelos anciãos, chefes dos sacerdotes e escribas, seja morto e ressuscite. Este é o caminho da sua libertação. Este é o caminho do Messias, do Justo: a Paixão e a Cruz. E lhes explica quem é. Eles não querem entender e no Evangelho de Mateus, se vê que Pedro rejeita esta verdade: ‘Não, não! E Ele começa a revelar o mistério sobre a sua identidade: ‘Sim, eu sou o Filho de Deus. Mas este é o meu caminho: devo percorrer este caminho de sofrimento’”.

Esta – afirmou o Papa – é a “pedagogia” que Jesus usa para “preparar os corações dos discípulos, os corações das pessoas... a entender este mistério de Deus”: “É tanto o amor de Deus, é tão ruim o pecado, que Ele nos salva assim: com esta identidade na Cruz. Não se pode entender Jesus Cristo Redentor sem a cruz: não se pode! Podemos até chegar a pensar que é um grande profeta, que faz coisas boas, é um santo. Mas o Cristo Redentor sem a Cruz não se pode entender. Mas os corações dos discípulos, os corações das pessoas, não estavam preparados para entendê-lo. Não haviam entendido as profecias, não haviam entendido que justamente Ele era o Cordeiro para o sacrifício. Não estavam preparados”.

É somente no Domingo de Ramos – observa o Papa – que Cristo permite à multidão de dizer, “mais ou menos”, a sua identidade, com aquele “Bendito o que vem em nome do Senhor”. E isto porque “se estas pessoas não gritam, gritarão as pedras!”. Pelo contrário, é somente após a sua morte que a identidade de Jesus aparece em plenitude e a “primeira confissão” vem do centurião romano, conta o Papa Francisco, que conclui: “passo a passo”, Jesus “nos prepara para entendê-lo”. Nos “prepara para acompanhá-lo com as nossas cruzes no seu caminho para a redenção”:

“Nos prepara para sermos Cireneus, para ajudá-lo a carregar a cruz. E a nossa vida cristã sem isto, não é cristã. É uma vida espiritual, boa... ‘Jesus é o grande profeta, também nos salvou. Mas Ele e eu não...’. Não, tu com Ele! Percorrendo o mesmo caminho. Também a nossa identidade de cristãos deve ser protegida e não acreditar que ser cristãos é um mérito, é um caminho espiritual de perfeição. Não é um mérito, é pura graça”.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pediram e Pediram e alcançaram: Graças recebidas por intercessão da Bem-Aventurada Bárbara Maix

“Sou devota de Bárbara Maix e quero agradecer as diversas graças que recebi. Minha filha havia dado seu nome para outra pessoa fazer compras, em prestações, na loja Rener. Essa pessoa pagou as primeiras prestações e, depois, nunca mais. O nome de minha filha foi parar no SPC, por último, se não fosse pago, tirariam um dos nossos imóveis. Pedi com fé a intercessão de Bárbara Maix. Foi tão gratificante, outra pessoa saldou a dívida.” (N. S. da Silva. Tupanciretã – RS)

“Nosso filho passou muito mal, teve convulsão e não reagia. O levamos para o hospital  já quase sem vida. O médico tentava reanimá-lo e ele, nada de voltar. Irmã Inês trouxe uma imagem de Bárbara Maix, me agarrei a ela. Quando começamos a rezar veio a boa notícia: Ele voltou a si. Fiquei muito feliz. Agradeço de coração a esta santa” (P. e C.  e filhos: L. e L. Cipolato – Juaguari – RS

“Minha filhinha de um ano queimou as duas mãozinhas, no forno. Pedi a Bárbara Maix que intercedesse, para que não houvesse complicações. Em duas semanas, as mãozinhas estava curadas” (R. dos S. Meijinhos – Olaria – RJ)

“Meu genro ficou desempregado. Pedi a Bárbara Maix para que ele conseguisse outro emprego. Fui atendida. Obrigada, mais uma vez. Que paz de Cristo esteja com vocês!” (V. Bianca Tona –Umuarama/PR)

 Você precisa de uma graça especial?
Peçamos a intercessão de Bárbara Maix

Oração a Bem-Aventurada Bárbara Maix


Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes BÁRBARA MAIX para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a GRAÇA de que tanto precisamos... (pedido)

Pedimos também por intermédio do Imaculado Coração de Maria a CANONIZAÇÃO de Vossa fiel serva a Bem- Aventurada Bárbara Maix.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Imaculado Coração de Maria, rogai por nós!
Bem- Aventurada Bárbara Maix, rogai por nós.


Envie seu pedido de oração! Se receber graças por  intercessão de Bárbara Maix, comunique:

Sede Geral - Irmãs Imac. Coração de Maria
Rua Ramiro Barcelos, 1001
Bairro Independência
CEP: 90035-005
Porto Alegre - RS

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A vida em comunidade


“No final do dia, só temos a agradecer a Deus pelos encontros que tivemos nas comunidades. A simplicidade faz parte da vida destas pessoas, por isso, ainda conseguem "perder" tempo para refletir e partilhar os problemas que afetam a vida dos casais e, juntos, buscam soluções..."

Ir. Judith Hanauer, misisonária ICM em Moçambique

Francisco: "A força da Igreja não está nas estruturas, mas no amor de Deus"

Nesta primeira quarta-feira de outono em Roma, mais de 50 mil pessoas compareceram à Praça São Pedro para ver e ouvir o Papa Francisco. Apesar da chuva, o Pontífice deu a volta da Praça com o ‘papamóvel’, distribuindo sorrisos e gestos de carinho a todos.



O tema da catequese foi a sua viagem apostólica à Albânia, realizada domingo, 21. O Papa se disse muito agradecido por ter mostrado a proximidade da Igreja a este povo que foi durante tanto tempo oprimido por um regime desumano e que vive agora uma experiência de convivência pacífica entre as religiões:

“Por isso, o centro da viagem foi o encontro inter-religioso no qual constatei, com satisfação, que, com a pacífica e frutuosa convivência entre pessoas e comunidades de religiões diferentes, é possível estabelecer um diálogo frutuoso entre as religiões, sem que isto signifique dar espaço ao relativismo ou ao menosprezo da identidade de cada um”.

O Pontífice contou aos fiéis presentes na Praça São Pedro que nas ruas da capital albanesa, Tirana, viu fotos de 40 sacerdotes assassinados durante a ditadura comunista para os quais está em andamento uma causa de beatificação:

“Eles se somam às centenas de religiosos cristãos e muçulmanos assassinados, torturados, presos e deportados somente porque acreditavam em Deus. Foram anos sombrios, nos quais foi pisoteada a liberdade religiosa e era proibido crer em Deus, milhares de igrejas e mesquitas foram destruídas e transformadas em lojas e cinemas da propaganda marxista. Livros religiosos foram queimados e os pais proibidos de dar aos filhos nomes de santos ou antepassados. A recordação destes eventos é essencial para o futuro de um povo. A memória dos mártires que resistiram na fé é a garantia do destino da Albânia, pois seu sangue não foi derramado inutilmente, mas é uma semente que trará frutos de paz e de colaboração fraterna”.

Francisco lembrou também o encontro com os sacerdotes, pessoas consagradas, seminaristas e movimentos laicais e a comovente recordação das vítimas de perseguições e dos mártires albaneses:

“Eles não são os vencidos, mas os vencedores. Seu heróico testemunho reflete o poder absoluto de Deus, que sempre consola seu povo, abrindo novos caminhos e horizontes de esperança. Isto tudo nos confirma que a força da Igreja não vem da sua capacidade organizativa nem das estruturas, mas do amor de Cristo. Este amor nos sustenta nas dificuldades e nos inspira a bondade e o perdão, e demonstra a misericórdia de Deus”.

Terminando a catequese, o Papa renovou o convite à coragem do bem, para construir o presente e o amanhã da Albânia e da Europa:

“Que a lembrança de um passado duro se converta numa maior abertura aos irmãos, especialmente aos mais fracos, para assim dar testemunho do dinamismo da caridade, tão necessária no mundo de hoje”.

A este ponto, Francisco pediu aos fiéis que encorajassem o povo albanês, tão corajoso, trabalhador e pacífico na busca da unidade, e foi atendido com um aplauso da Praça.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a sua bênção apostólica, mas antes, cumprimentou os brasileiros vindos de Novo Hamburgo, Jundiaí, Santo André e da Bahia, com votos de que sua peregrinação “seja uma oportunidade de contemplar a beleza da fé e da união com Cristo, para viver plenamente a vossa vocação cristã”.

Dirigindo-se aos fiéis de língua árabe, Francisco admitiu que por vezes, em certos lugares do mundo, o testemunho de Cristo é difícil e perigoso, podendo até custar a vida. “Mas, se o vivermos com fidelidade, perseverança e fé, ele se transforma numa fonte inesgotável de alegria e bem-aventurança. Cristo não se esquece de seus discípulos: sejam causa de reconciliação e unidade - exortou -; sejam sempre testemunhas autênticas da verdade, da justiça, da paz e da caridade”, completou.

Na audiência, estava também presente um grupo de cidadãos colombianos vítimas e guerrilheiros que combateram o conflito que há quase 50 anos devasta material e socialmente a Colômbia. O grupo recebeu uma benção especial do Papa como um convite à reconciliação e ao diálogo.

No grupo, liderado por Alejandro Eder, diretor da Agência Colombiana para a Reintegração, estavam um ex-refém, um ex-guerrilheiro e um ex-paramilitar, testemunhas da campanha nacional “Sou capaz de viver em harmonia”. A iniciativa – segundo o site “Sismografo", conta com o engajamento da Igreja colombiana, que sugeriu cinco passos concretos que os cidadãos podem realizar em favor de uma paz estável, verdadeira e duradoura.



Rádio Vaticano

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças


Enfrentar o Tráfico de Pessoas é nosso Compromisso: com este lema a Rede um Grito pela Vida assume a luta contra o tráfico de pessoas, atuando com determinação e persistência na prevenção, na atenção às vítimas e na incidência política. 

Neste dia 23 de setembro, DIA INTERNACIONAL CONTRA A EXPLORAÇÃO SEXUAL E O TRÁFICO DE MULHERES E CRIANÇAS, a Rede Um grito Pela Vida faz ecoar o seu grito pelo respeito à vida, à liberdade e à justiça. Realiza, através de seus núcleos, em parceria com organizações afins, nos diferentes Estados e Municípios do País, uma série de atividades formativas e de mobilização social (cursos, encontros, seminários, atos públicos, marchas, coletivas de imprensas etc), visando coibir a inserção de novas pessoas neste mercado do crime. Alertando a sociedade sobre a gravidade desta realidade, que configura uma das abomináveis violações de direitos humanos, e reflete as profundas contradições históricas e sociais da sociedade neoliberal, na qual o culto ao dinheiro, ao prazer e o poder está acima das pessoas. 
 
O dia 23 de setembro é marcado Internacionalmente pelo Enfrentamento da Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. A origem desta lembra historicamente a promulgação, na Argentina, no dia 23 de setembro de 1913, da “Lei Palácios”. A primeira lei que punia quem promovesse ou facilitasse a prostituição, a exploração e tráfico de mulheres e crianças. Esta lei inspirou muitos outros países a legislar com o intuito de garantir direitos e proteger as crianças e mulheres contra esta prática de exploração comercial. Essa prática da Argentina foi sendo valorizada e incluída na pauta de luta das organizações, e no dia 23 de setembro de 1999, na Conferência Mundial da Coligação Contra o Tráfico de Mulheres, que aconteceu em Dhâka, Bangladesh. A data foi instituída, como dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças.
 
Nas últimas décadas, tem-se dado passos significativos no que tange as legislações dos países, no intuito coibir o ingresso e/ou defender e proteger as mulheres e crianças traficadas para exploração sexual, mas, infelizmente a inoperância na execução das leis e a impunidade continuam e os números atestam a cada ano, significativo aumento dos casos de exploração e tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração sexual.  
Segundo os dados da Organização das Nações Unidas (ONU) o número de pessoas traficadas no planeta para este fim, atinge a casa dos quatro milhões anuais. E o Brasil é um dos países campeões no mundo em relação ao fornecimento de pessoas, particularmente mulheres para o tráfico internacional. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano. E o Brasil é o país é responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa[1] 
Durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, houve aumento de 30% nos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes e o número de mulheres para a prostituição no país aumentou em 40 mil. No Brasil, embora esta realidade seja bastante subnotificada, dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos, meses antes da realização da copa do mundo, revelaram que o Disque 100, no período de 2003 – 2011 registraram 275.638 denúncias de violações de direitos humanos de crianças e adolescentes; do total, 27.664 referem-se a casos de exploração sexual de meninas e meninos, em média de 294 denúncias por mês. Informações da Agencia Brasil registram um “aumento significativo” no número de casos de exploração sexual de crianças no Brasil. Eles destacam que as denúncias de crimes dessa natureza aumentaram 41% em relação ao mesmo período do ano passado durante o período da Copa do Mundo. O número saltou de 524, de 12 de junho a 13 de julho do ano passado, para 740 no mesmo período deste ano.  
Essas informações demonstram as que as muitas Campanhas de Prevenção realizadas durante a copa do mundo, dentre elas a campanha Jogue a Favor da Vida: Denuncie o Tráfico de Pessoas, organizada pela Rede Um grito pela Vida, contribuíram para o aumento das denuncias e estas por sua vez demonstraram que houve crescimento nos casos de exploração sexual e possivelmente tráfico de mulheres e crianças durante a Copa do mundo no Brasil especialmente nos estados de maiores atrações turísticas e fluxos populacional.  
Segundo a Associação Barraca da Amizade, instituição que desenvolve programas de enfrentamento à exploração sexual de crianças, adolescentes e jovens, através do Projeto Reviver. Constatou-se, a exploração sexual de crianças e adolescentes que foi uma realidade constante nas ruas e principais corredores turísticos de Fortaleza, sobretudo no entorno da Arena do Castelão e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e nas proximidades da rampa de lixo do bairro Jangurussu. Em três anos, o crescimento foi de 163%. Esse percentual distribui-se assim: Adolescentes e jovens representam 59% dos 142 casos identificados em 2013. Contudo, aponta o levantamento, esse número pode ser ainda maior, já que 36% das pessoas abordadas não informaram a idade exata, seja por medo de repressão ou desconfiança com as equipes do projeto. No que diz respeito ao gênero, 55% são mulheres, sendo 35% meninas com idade entre 15 e 17 anos e 65% na faixa etária de 18 a 26 anos. Já os 45% do sexo masculino possuem entre 14 e 26 anos, dos quais 42% são travestis.[2] 
Conscientes desta realidade, a Rede um Grito pela Vida, segue sua missão no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. E neste, 23 de setembro reafirma sua determinação de continuar realizando ações cada vez mais incisivas e contundentes para dar visibilidade e coibir esta pratica criminosa do tráfico de pessoas, especialmente de mulheres e crianças. Reassume o compromisso de lutar pela superação das causas geradoras desta iníqua realidade que ofende e violenta a vida e de inúmeras mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade: a pobreza, a falta de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política e econômica de países, a migração forçada, a pornografia midiatizada, a falta de uma legislação adequada e efetiva. 
Queremos, neste dia de luta, celebrar nosso compromisso reconhecer as conquistas já alcançadas, alertar a sociedade civil, e chamar poder público ao compromisso, a sair da inalterabilidade, a priorizar e executar as políticas públicas de Enfrentamento ao Tráfico Humano, a ir além dos documentos e a não ficarem só como um “dever cumprido” antes da virada eleitoral.  

Nesse sentido vale ressaltar as palavras proféticas do Papa Francisco, que convoca a todos/as nós Igreja, Vida Religiosa Consagrada, Sociedade civil e poder publico a superação da cultura de indiferença e da inercia: 
             

“Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc.” [3]


Papa Francisco também instiga a comunidade cristã e a sociedade em geral a se comprometer no enfrentamento desta desafiadora realidade, que gera uma brutal desumanização e ruptura das relações de FRATERNIDADE:

“Quem dera que se ouvisse o grito de Deus perguntando a todos (as) nós: Onde está teu irmão, tua irmã?[4] Onde está teu irmão/a escravo/a? Onde está teu irmão, tua irmã que estás matando a cada dia na pequena fábrica clandestina, nas redes de prostituição, nas crianças usadas para a mendicidade, naquele/a que tem que trabalhar as escondidas porque não foi regularizado/a?”[5]


Ele faz ainda, uma forte provocação, um chamado à conversão a fim de darmos uma basta a cumplicidade com este “abutre social” , o nome que se poderia dar hoje a este crime, já que está minando a vida de milhares de pessoas [6]·. “Não façamos de conta que não é conosco... Há muita cumplicidade... Onde está teu irmão/a? A pergunta é para todos/as! Nas nossas cidades está instalado este crime mafioso e aberrante e muitos/as tem as mãos cheias de sangue por causa de uma muda e cômoda cumplicidade. ”[7]


Queridas irmãs e irmãos, integrantes da Rede Um Grito pela Vida, parceiros/as na caminhada, sigamos firmes na luta, façamos deste 23 de setembro um dia intenso de manifestação da nossa fé comprometida com a vida e a dignidade humana e a cidadania. Façamos ecoar nas casas, nas escolas, nos centros comunitários, nas praças e nas ruas nosso Grito Pela Vida com nossas mãos entrelaçadas na Rede da solidariedade e da profecia que nos lança cotidianamente no enfrentamento ao tráfico de pessoas. 


Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR) e Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM
Pela equipe de Coordenação
Rede um Grito pela Vida
BLOG:  gritopelavida.blogspot.com
E-mail: gritopelavida@gmail.com

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[1] Cfr. Artigo de Eurides Alves de Oliveira(ICM) e Manuela Rodríguez Piñeres(OSR), 2013 


[3] Mensagem do Papa Francisco para abertura da CF 2014. 

[4] Gén 4, 9 

[5] PAPA FRANCISCO, Evangelho da Alegria, N° 211 pág. 125. 

[6] NOGUERO, Neive(2013) A doença me curou, pág. 44, Ed Elisie, São Paulo, Brasil 

[7] PAPA FRANCISCO, Evangelho da Alegria, N° 211, pág. 125, 

Nota: Alguns fragmentos deste texto foram extraídos da matéria da mesma autora, publicada no site das Irmãs Oblatas para o Informativo da Rede de Pastoral Oblata- Ações da rede - Edição N° 10, Ano 4- Setembro/2014 
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Realizada a Consagração Definitiva da Irmã Fernanda Minuzzi Bedinotto

Já diz a frase: “Vida Religiosa Consagrada – ma capacidade especial de amar”. Na certeza do amor  que envia em missão para ser sinal de Deus no mundo, a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria viveu a alegria de presenciar a entrega do SIM  de quem se dispõe a amar sem reserva: no dia 14 de setembro aconteceu a Consagração definitiva da  Irmã Fernanda Minuzzi Bedinotto.
 

A Celebração Eucarística foi realizada  na comunidade matriz da paróquia Imaculada Conceição, em Jaguari, Rio Grande do Sul. Irmãs, familiares, amigos/as e a comunidade educativa da Escola Cristo Rei, de Rio Grande, marcaram presença no evento.

Como lema de consagração definitiva, Irmã Fernanda escolheu a citação bíblica: “Mas aquilo que eu sou, eu o devo à graça de Deus” (I Cor. 15,10). Com as mãos sobre a Bíblia Sagrada, diante da assembleia presente, a jovem religiosa professou os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, ou seja, seguindo o carisma deixado pela Bem-Aventurada Bárbara Maix, nossa Irmã entregou-se por completo na causa do Reino de Deus.

Representando a comunidade congregacional, a Diretora Geral, Irmã Marlise Hendges, acolheu os votos professados e entregou-lhe o anel de consagração definitiva. Irmã Fernanda também recebeu exemplar das Constituições e um Crucifixo.

Irmã Fernanda Minuzzi Bedinotto é natural de São Vicente do Sul, tem 32 anos e é formada em ciências contábeis. Inserida na Província de Santa Maria, a jovem Irmã reside em Rio Grande/RS, onde trabalha na Escola Cristo Rei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Na Albânia, papa destaca convivência pacífica entre as religiões

“Estou muito contente de encontrar-me convosco nesta nobre terra da Albânia, terra de herois que sacrificaram sua vida pela independência do país, terra dos mártires, que deram testemunho de sua fé nos tempos difíceis de perseguição”, disse o papa Francisco às autoridades albanesas que o receberam neste domingo, 21, em Tirana, capital albanesa. Entre os presentes estavam o presidente albanês, Bujar Nishani, o núncio apostólico, dom Ramiro Moliner Inglés, e o primeiro ministro, Edi Rama.

Na oportunidade, Francisco falou sobre o caminho da Albânia na recuperação de suas liberdades civis e religiosas, alertou para a instrumentalização das diferenças entre as religiões e elogiou a convivência pacífica e a colaboração entre os membros de diversos credos na terra albanesa.

“Passou quase um quarto de século desde que a Albânia encontrou de novo o caminho árduo, porém, emocionante, da liberdade. Graças a ele, a sociedade albanesa pôde iniciar um caminho de reconstrução material e espiritual, implantou tantas iniciativas e abriu-se à colaboração e ao intercâmbio com os países vizinhos dos Balcãs e Mediterrâneos, da Europa e de todo o mundo. A liberdade recuperada permite-lhes olhar para o futuro com confiança e esperança, colocar em marcha projetos e tecer novas relações de amizade com as nações próximas e distantes”, expôs o papa.

Sobre os direitos humanos, Francisco destacou a liberdade religiosa e de expressão como condição prévia para o desenvolvimento social e econômico de um país. “Quando se respeita a dignidade do homem, seus direitos são reconhecidos e tutelados, floresce também a criatividade e a engenhosidade. A personalidade humana mostra suas múltiplas iniciativas em favor do bem comum”, ressaltou.

 Paz

Francisco manifestou alegria com a convivência pacífica e a colaboração entre os que pertencem a diversas religiões no país. Disse que esta “feliz” característica precisa ser preservada com todo cuidado e interesse. “O clima de respeito e confiança recíproca entre católicos, ortodoxos e muçulmanos é um bem precioso para o país e adquire um relevo especial neste tempo em que, por parte de grupos extremistas, se desnaturaliza o autêntico sentido religioso, e em que as diferenças entre as diversas confissões se distorcem e se instrumentalizam, fazendo delas um fator perigoso de conflito e violência, ao invés de uma ocasião de diálogo aberto e respeitoso e de reflexão comum sobre o significado do crer em Deus e seguir sua lei”, acrescentou.

Para o papa Francisco, “ninguém pode esconder-se em Deus quando projeta e realiza atos de violência e abusos, nem quando toma a religião como pretexto para as próprias ações contrárias à dignidade do homem e seus direitos fundamentais. 

Francisco enfatizou que, a exemplo do que demonstra a Albânia, é possível e realizável a convivência pacífica e frutífera entre pessoas e comunidades que pertencem a diferentes religiões. “É um bem inestimável para a paz e o desenvolvimento harmoniosos de um povo”, afirmou.

Disse que após o inverno de isolamento e de perseguições na Albânia, veio a primavera da liberdade. Citou as eleições livres e as novas estruturas institucionais, que têm consolidado o pluralismo democrático e a recuperação da atividade econômica.

Quanto à Igreja Católica, Francisco lembrou que lugares de culto são edificados ou construídos, a exemplo do Santuário da Virgem do Bom Conselho em Scutari. Falou ainda das fundações de escolas e importantes centros educativos e de assistência. “A presença da Igreja e sua ação é percebida justamente como um serviço não somente para a comunidade católica, mas para toda a nação”, disse.

O papa recordou ainda da beata Madre Teresa e dos mártires, “que deram testemunho heroico de sua fé”.

Juventude
Após o encontro com as autoridades albanesas, Francisco celebrou missa na Praça Madre Teresa, onde falou aos presentes de diferentes lugares da Albânia e de outros países vizinhos, com especial atenção à juventude. “Queridos jovens, vós sois a nova geração da Albânia, o futuro do país. Com a força do Evangelho e o exemplo de vossos antepassados e dos mártires, digam não à idolatria do dinheiro, não à enganosa liberdade individualista, não às dependências e à violência; digam sim à cultura do encontro e da solidariedade, à beleza inseparável do bem e da verdade, à vida entregue com generosidade e fidelidade às pequenas coisas. Assim construireis a Albânia e um mundo melhor, seguindo os passos de vossos antepassados, também dos que hoje levam adiante a Albânia”.

Esta é a quarta viagem apostólica de Francisco e a segunda de um pontífice à Terra da Águia, como é conhecida a Albânia. Em 1993, o papa João Paulo II esteve no país, após o estabelecimento das relações diplomáticas entre Santa Sé e a República albanesa.
Com informações da agência VIS e fotografia da Rádio Vaticano

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Colégio Dom Feliciano realizou Semana Vocacional

A Pastoral Escolar do Colégio Dom Feliciano realizou entre os dias 18 a 22/08, a Semana Vocacional, cujo lema foi "Defesa e Promoção da Vida".

A Educação Infantil e os Anos Iniciais do Ensino Fundamental refletiram sobre o chamado     à Vida, durante Semana Vocacional. Para a reflexão sobre a Vida a  Pastoral Escolar realizou a dinâmica da caixa de presente, despertando curiosidade e participação das crianças.

Os alunos do 5º Ano até 8ª Série, Ensino Médio e Profissionalizantes puderam conhecer mais de perto as vocações específicas. Tivemos a presença dos Seminaristas do curso Propedêutico do Seminário de Gravataí, refletindo com os alunos referente ao chamado a Vocação Sacerdotal.
Participaram, também, casais do M.C.J. (Movimento de Casais Jovens), trazendo o seu testemunho da Vocação Matrimonial.

 




As Irmãs do ICM (Irmãs do Imaculado Coração de Maria) também marcaram presença, refletindo sobre a Vocação Religiosa.
Ainda, contamos com a participação do Padre Maurício Jardim, partilhando sua experiência Missionária no Moçambique, África. Toda vocação só tem sentido em vista de uma missão.

No momento do recreio os alunos tiveram a oportunidade de visitar a Tenda Vocacional, no pátio do Colégio. Neste momento entraram em contado com diversos materiais vocacionais: vídeos, folder, fitinhas e outros.

Saiba Mais:

Colégio Dom Feliciano
Gravataí - RS

Colégio Mãe de Deus: Alunos assumem o protagonismo do ato de aprender


O Colégio Mãe de Deus promove o protagonismo de seus educandos possibilitando que estes sejam autores de seu próprio processo de aprendizagem.

 Os alunos são estimulados pelos seus educadores a ampliarem seus dos conhecimentos participando de atividades, em sala de aula, que os estimulem a pensar e compartilhar o que aprenderam. São motivados a freqüentarem oficinas, em turno inverso, de ampliação dos saberes estudados em aula, ainda, são desafiados a participarem de provas e concursos sempre no intuito de estimulá-los a aprender sempre mais. Outro objetivo percorrido pela equipe profissional do colégio é o de capacitar estes estudantes  a  saberem enfrentar os novos desafios que lhes são propostos  e aprender a conviver em uma sociedade altamente competitiva, onde conhecimento é poder, com a competência necessária para resolver problemas que surgirem no cotidiano da existência de cada um deles.
Uma prova deste trabalho deu-se no número de alunos que participou da primeira e segunda fase da Olimpíada Brasileira da Matemática e foram selecionados para participarem da OMU na UNIVATES em Lajeado.

 Um dado significativo, que vem surgindo no aproveitamento destas oportunidades de conhecimento oferecidas na escola, refere-se aos alunos que tem gratuidade na mensalidade escolar. Cerca de 50% dos alunos aprovados para a OMU são alunos bolsistas, o que nos alegra muito, pelo fato de perceber o envolvimento e o aproveitamento, consciente, destes estudantes e das suas famílias, das oportunidades oferecidas a todos os estudantes de forma igualitária.

  É mais uma vez o colégio Mãe de Deus acreditando no potencial de seus educandos e investindo na formação de pessoas que, de fato, sejam protagonistas de uma nova sociedade de conhecimento, fundamentada nos valores cristãos de solidariedade, justiça, respeito e valorização da vida acima de tudo.

Saiba Mais:

Colégio Mãe de Deus
Porto Alegre - RS
Site: www.colegiomaededeus.com.br

Coral da Escola Pio XII na missa da TV Brasil

Rio de Janeiro – O registro da participação do coral da Escola Pio XII na missa dominical realizada e transmitida pela TV Brasil. A missa foi realizada no dia 07 de setembro, feriado da Independência do Brasil. 
 


Saiba Mais



Escola Pio XII

Rio de Janeiro – RJ

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Há 166 anos iniciava a grande viagem de Bárbara Maix


“Quem quiser,  que me siga”
Bárbara Maix, 1848

No hoje da história, recordamos o dia 18 de setembro de 1848. Há 166 anos, Bem-Aventurada Bárbara Maix e suas 21 companheiras deixavam a Áustria em direção ao Rio de Janeiro, no Brasil, para concretizar o grande sonho: fundar a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. A bordo do navio Merck, a viagem levaria 52 dias.

Trechos registrados no livro “Documentário”:

“Foram perguntar ao comandante do Merck  se a embarcação seguiria para a América do Norte e se podia levar 25 passageiros. O comandante respondeu que viajava para o Brasil e, se quisessem, podia levar todos... vendo nisto um aceno da providência divina, Bárbara e o Pe. Pöckl resolveram viajar nesse barco”

“O barco Merck desfraldou as velas com vento favorável. O comandante do barco, apesar de ser protestante, mostrou-se atencioso. Pôs-lhes à disposição uma sala onde foi improvisado um altar. O Pe. Pöckl celebrou aí missas todos os dias, exceto durante a tempestade... e as animava a terem fé na Providência Divina a respeito de tudo o que as aguardava no longínquo Brasil”

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Papa Francisco: A Igreja nasceu missionária



"A Igreja Católica e Apostólica”: este foi o tema da catequese feita pelo Papa na manhã desta quarta-feira, 17, na audiência geral a peregrinos e turistas, na Praça São Pedro.

Mais de 20 mil pessoas, segundo dados da Prefeitura Vaticana, participaram do encontro e ouviram as palavras do Papa. Antes, como sempre, receberam o carinho de Francisco, que circundou a Praça com o ‘papamóvel’ detendo-se várias vezes para saudar mais de perto os fiéis.

“Como professamos no Credo, a Igreja é católica e apostólica”, começou o Papa. “Mas qual é efetivamente o significado destas duas características da Igreja?”, perguntou Francisco, respondendo:

“A Igreja é Católica porque é universal: tem a missão de anunciar a Boa Nova do amor de Deus até os confins do mundo, ensinando todas as verdades que os homens precisam conhecer para bem viverem a sua vocação fraterna de cidadãos da terra e do Céu”, começou. “E é Apostólica porque é missionária: como os apóstolos, e em continuidade com eles, foi enviada a todos os homens para anunciar o Evangelho e preparar a vinda do Senhor com os sinais da ternura e do poder de Deus”.




E o que estas duas características, Católica e Apostólica, comportam para as comunidades cristãs e para cada um de nós?”. Eis a resposta do Papa:

“Antes de tudo, significa ter em nosso coração a salvação de toda a humanidade; não sentirmo-nos indiferentes ou apáticos diante da dor de nossos irmãos, mas sim abertos e solidários com eles. Significa também ter o sentido da plenitude, da completeza, da harmonia da vida cristã, rechaçando sempre opiniões parciais ou unilaterais que nos fecham em nós mesmos”.

“Fazer parte da Igreja Católica e Apostólica é estar consciente de que a nossa fé está ancorada no anúncio e testemunho dos Apóstolos; é sentirmo-nos sempre enviados, em comunhão com os sucessores dos Apóstolos, a anunciar com alegria Cristo e o seu amor a toda a humanidade”.

Improvisando algumas palavras a partir do texto preparado, Francisco voltou a lembrar que a Palavra de Deus está disponível em quase todas as línguas do mundo e que ter sempre um pequeno Evangelho de bolso conosco, para ler alguns trechos durante o dia, “faz muito bem”.






Rádio Vaticano

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Papa explica significado da Exaltação da Santa Cruz


No Angelus deste deste domingo, 14, o Papa Francisco destacou a Solenidade da Exaltação da Santa Cruz, celebrada hoje pela Igreja.

“Algumas pessoas não-cristãs podem se perguntar: por que ‘exaltar’ a cruz? Podemos responder que nós não exaltamos uma cruz qualquer ou todas as cruzes: exaltamos a Cruz de Jesus Cristo, porque é nela que foi revelado o máximo amor de Deus pela humanidade”, explicou o Pontífice.

O Santo Padre fez referência ao Evangelho de João na liturgia de hoje: ‘Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único’. O Pai ‘deu’ o Filho para nos salvar, e isso resultou na morte de Jesus e na morte na cruz.

Por que a cruz?

O Papa então questiona: “Por quê? Por que foi necessária a Cruz?” E explica que foi devido a “gravidade do mal que nos mantinha escravos”.

O Papa disse que a Cruz de Jesus exprime duas coisas: toda a força negativa do mal e toda a suave onipotência da misericórdia de Deus.

“A Cruz parece decretar o fracasso de Jesus, mas, na realidade, marca a sua vitória. No Calvário, aqueles que o injuriavam, diziam: ‘Se és Filho de Deus, desce da cruz’. Mas a verdade era o oposto: justamente porque era o Filho de Deus, Jesus estava ali, na cruz, fiel até o final ao desígnio do amor do Pai. E exatamente por isso Deus ‘exaltou’ Jesus, dando-lhe uma realeza universal”, afirmou.

Sinal do amor de Deus

O Pontífice, então, explicou que, quando olhamos para a Cruz onde Jesus foi pregado, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus por cada um de nós e a raiz da nossa salvação.

“Daquela Cruz vem a misericórdia do Pai que abraça o mundo inteiro. Através da Cruz de Cristo, se venceu o mal, a morte foi derrotada, a vida nos foi doada e a esperança restituída. A Cruz de Jesus é nossa única e verdadeira esperança!”, destacou o Santo Padre.

É por isso que a Igreja ‘exalta’ a Santa Cruz, disse o Papa, e complementou: “é por isso que, nós, cristãos, nos abençoamos com o sinal da cruz”.

Entretanto, a cruz não é um sinal ‘mágico’, alertou Francisco. Acreditar na Cruz de Jesus significa O seguir no Seu caminho. Dessa maneira, inclusive os cristãos colaboram com a Sua obra de salvação, aceitando com Ele o sacrifício, o sofrimento, como também a morte pelo amor de Deus e dos irmãos.

Perseguidos pela fidelidade a Cristo

Neste dia, enquanto a Santa Cruz é contemplada e celebrada, o Papa convida os cristãos e lembrar de tantos irmãos e irmãs que são perseguidos e mortos por causa da sua fidelidade a Cristo.

“Isso acontece, em particular, lá onde a liberdade religiosa ainda não é garantida ou plenamente realizada. Acontece, porém, mesmo nos países e ambientes em que, em princípio, protegem a liberdade e os direitos humanos, mas onde concretamente os fiéis e, especialmente, os cristãos, encontram limitações e discriminações. Por isso, hoje, recordamos e rezamos de modo todo especial por eles”.

Nossa Senhora das Dores

Nesta segunda-feira, 15, a Igreja celebra Nossa Senhora das Dores. O Papa também lembrou que era Ela quem estava no Calvário, aos pés da Cruz. “A Ela, confio o presente e o futuro da Igreja, para que todos sempre saibamos descobrir e acolher a mensagem de amor e de salvação da Cruz de Jesus”, finalizou Francisco.

Veja o vídeo: